07/06/2008

Final Feliz

Chega de fingir.
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer
Haja o que houver

Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui
Pro que dizem
Eu quero é ser feliz!
e viver pra ti...

Pode me abraçar sem medo
Pode encostar sua mão na minha

Meu amor...
deixa o tempo se arrastar sem fim...
Meu amor,
Não há mal nenhum gostar assim

Oh, meu bem...
Acredite no final feliz
Meu amor,
Oh meu amor...

(Jorge Vercillo)

04/06/2008

Olhando o Mar


Sempre que fito o mar
tenho a ilusão de achar-me diante
de um silêncio amplo, ondulante,
de um silêncio profundo,
onde vozes lutassem por gritar,
por lhe fugirem do invisível fundo.

Diante do mar eu fico triste,
nessa mudez de quem assiste
reproduções do próprio dissabor.
Diante do mar eu sou um mar,
a outro de aporte a se indeterminar.

O mar é sempre monotonia,
na calmaria ou na tempestade.
Fujo de ti, ó mar que estrondas!
porque a tristeza que me invade
tem a continuidadedas tuas ondas...

Mas te amo, ó mar,
porque minha alma e a tua são bem iguais:
ambas profundamente sensíveis,
e amplas, e espelhantes.
Nelas o ambiente atua
apenas superficialmente...
Calma de cismas,
de êxtases, de sonhos,
desesperos medonhos,
ânsias de azul, de alturas...

Longos ou rápidos instantes
em que me transfiguro,
em que te transfiguras...
Nos nossos sentimentos sem represa,
nas nossas almas, quanta afinidade!
Tu sentindo por toda a natureza!
Eu sentindo por toda a humanidade!

Nos dias muito azuis, o meu olhar,
atento, a descer e a se elevar,
supõe o mar um espreguiçamento
do céu e o céu um êxtase do mar.
Há nos ritmos da água marinha
uma poesia, a mais completa,
essa poesia universal da mágoa.

O mar é um cérebro em laboração,
um cérebro de poeta;
nas suas ondas, vêm e vão
pensamentos, de roldão.
O mar, imperturbavelmente,
a rolar, a rolar...
O mar...Concluo sempre que medito
em sua profundeza e em sua vastidão:
o mar é o corpo, é a objetivação
do espaço, do infinito.

(Gilka Machado)

01/06/2008

Amado


Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você

(Vanessa da Mata)