21/04/08

Fascinação

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução...
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece...
És fascinação, amor...

... a muito tempo não ouvia essa música,
e ontem tive a sorte de ouvi-la no rádio.
Uma canção tão simples mas que me emociona sempre...
e me faz parar pra pensar no passado e
relembrar pessoas que já não estão aqui...
pessoas que já partiram para uma vida maior,
mas que ainda vivem no meu coração...

20/04/08

Mãos dadas



Meu amor, une meu coração ao teu

Quando chegar a próxima madrugada,

Mas de manhã não os separe

Deixe-os assim, perto um do outro,

Para que quando sairmos pelas ruas

Não sejam somente nossas mãos entrelaçadas,

Serão nossos corpos, nossas almas,

Selando o destino no áspero das nossas palmas.

09/04/08

Amore mio non piangere

Canto das mondine (mulheres colhedeiras). Até não muitos anos atrás, os arrozais da planície do rio Pó eram trabalhados a mão pelas mulheres colhedeiras que passavam os dias debruçadas sob o sol, com os pés e as mãos na água. As dificuldades e as esperanças destas mulheres eram testemunhadas por um vasto repertorio de cantos de trabalho, com os quais elas buscavam aliviar a fatiga. Neste canto de 1905, uma mondina despede-se do namorado conhecido durante os duros meses de trabalho no arrozal e anuncia a sua volta para casa.
Amore mio non piangere
se me ne vado via,
io lascio la risaia,
ritorno a casa mia.
Vedo laggiù tra gli alberi
la bianca mia casetta,
vedo laggiù sull'usciola
mamma che mi aspetta.
Mamma, papà non piangere,
non sono più mondina,
son ritornata a casa
a far la signorina.
Mamma, papà non piangeres
e sono consumata,
è stata la risaia
che mi ha rovinata.